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No âmbito do aniversário da Misericórdia do Porto, convidamo-lo a viajar pela nossa história através da campanha comemorativa "526 anos de curiosidades para desvendar".
Ao longo dos séculos, a instituição cresceu, evoluiu e adaptou-se aos desafios de cada época, sempre com a missão de servir a comunidade. Desde 1499, mantemos vivo o compromisso com a solidariedade e a inovação, mas há muito mais para descobrir...
Acompanhe esta campanha no site e nas redes sociais e (re)descubra momentos, factos e episódios que marcaram o nosso percurso.
As origens da Misericórdia do Porto
"A Misericórdia do Porto foi fundada em 1499, entre a descoberta do caminho marítimo para a Índia, em 1498, e a chegada ao Brasil, em 1500.
No final da Idade Média, a Europa enfrentou uma recessão económica generalizada. Assim, as camadas mais desfavorecidas deslocaram-se em grande número para as cidades, na expectativa de encontrar trabalho ou, pelo menos, algum tipo de apoio assistencial que garantisse a subsistência diária. O contexto da expansão ultramarina, promovida pela "ínclita geração e as consequentes notícias de prosperidade que daí surgiram acentuaram este êxodo".
Com um crescimento significativo do número de indigentes, mendigos e marginalizados, bem como o surgimento de um novo grupo de necessitados: os chamados "pobres envergonhados", a pressão social resultante desse fenómeno trouxe desafios inéditos de exclusão, forçando tanto o poder central como as administrações locais a procurar soluções. As prisões, frequentemente usadas como resposta imediata, não resolviam o problema, apenas agravavam a pobreza crescente. Por sua vez, as confrarias medievais, movidas pelo espírito da caridade, mas com recursos limitados, tentavam ajudar, sem, contudo, conseguirem erradicar a questão.
Estávamos precisamente entre dois dos maiores empreendimentos marítimos da Expansão: a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, em 1498, e a chegada ao Brasil por Pedro Álvares Cabral em 1500.
No dia 14 de março de 1499, D. Manuel I, em carta enviada "aos juízes, vereadores, procurador, fidalgos, cavaleiros e homens-bons da sua cidade do Porto", recomendou-lhes que, à semelhança da confraria da Misericórdia fundada um ano antes em Lisboa pela sua irmã D. Leonor, ordenassem uma irmandade para as "obras de misericórdia se haverem de cumprir".
Em Portugal, a criação da Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia, impulsionada pela Rainha Dona Leonor, possivelmente inspirada no modelo florentino, representou uma solução inovadora. Ao combinar o estímulo e o apoio do poder central, com o envolvimento das estruturas municipais e a solidariedade dos habitantes, esta instituição abriu caminho para uma abordagem mais eficaz da assistência social que iria marcar de forma indelével a caridade durante os séculos seguintes."
Fonte: Casa da Prelada
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